quarta-feira, 23 de abril de 2008

não tô afim de trabalhar.
meu irmão recuperou meu mp4 e agora eu estou aqui no estágio com fones de ouvido. e foi só eu falar isso que a bateria acabou. ótimo. mas eu ouvia Led Zeppelin há um minuto.
às vezes eu penso que se as pessoas me conhecessem 100%, a maioria delas me acharia desprezível e se afastaria. e a minoria que permaneceria mesmo assim, se resumiria aos meus pais.
já fiz tanta besteira nessa vida. não, eu nunca usei drogas ou troquei fluidos com qualquer ser que não fosse meu namorado na época, essas rebeldias comuns de adolescente; no entaaaanto, eu já fui tão chatinha, tão medíocre, tão desinteressante. eu já menti, tentei ser algo que não sou, me vesti de um modo imbecil, revidei pessoas quando devia tê-las ignorado, deixei de lado alguns princípios só para agradar a alguém, etc. não que agora, aos meus quase 23, eu tenha me tornado a miss 'interessância' & maturidade, mas estou crescendo, acho.
ainda que eu não tenha aprendido até hoje a controlar meus sentimentos e ressentimentos mais bobos (a escondê-los eu já consigo), que eu sofra só por minha causa (viva a auto-flagelação) e que tenha me tornado uma pessoa mais fria até com os meus queridos.
porque, sei lá, você esconder o seu lado mais obscuro não é o suficiente. ele ainda estará lá, existindo em algum canto, e é impossível fugir de si mesmo. eu queria, simplesmente, não ter esse lado obscuro, digamos assim. mesmo que isso seja agir só sobre o sintoma. resumindo: (con)viver consigo mesmo poderia ser mais fácil...

mas eu juro que me amo, viu.

4 comentários:

Anonymous Anônimo disse...

ninguém conhece ninguém 100%, nem você mesmo(a). alias, tão pouco você mesmo(a). você acha que sente coisas podres, que tem coisas podres, acha isso zoado? entra na fila. você não é a única, longe disso - portanto, não serve como argumento depreciativo de auto-estima, a não ser que você não gosta de ser humana ou viver, coisas que eu sei que você não pensa.
tampouco é válido utilizar o passado em si como argumento depreciativo, ainda mais quando se trata de adolescência. adolescência, por essência, significa "pré-adultos que são um lixo fodido de merda e só fazem burrice" (não que não existam adultos assim também). exigir do seu passado uma coisa que ele não pode fornecer é bem cômodo numa perspectiva de auto-flagelação desnecessária e irrefutável, dado que sempre funciona.
o que fazer com o passado, então? exatamente o que você está faz: aprender com ele. ao seu tempo, ao seu ritmo, mas jamais passar incólume.
alias, controlar sentimentos? tenha bom senso, isa. isso não se controla. ninguém gosta de algo ou alguém porque seria o certo a se fazer, nem deixa de gostar pelo mesmo motivo. não é razão, é emoção. não é digital, é analógico.
e você reage normalmente, criando reações de contingências. skinner explica. quando estamos a 2 não é nada fria comigo.
esconder seu lado mais obscuro é a raiz de colocar uma pedra nos teus caminhos. como?
basicamente, escondendo seus defeitos, você cria meios para que seja idealizado(a). logico que isso depende também da outra parte, mas é uma verdade.
e sabemos bem, nenhuma ocultação de si próprio dura muito, é como mentira. uma hora você é exposto, roda, e a imagem que constroem de ti se despedaça, levando à decepção de ambas as partes.
você se ama. tenho certeza disso. se não se amasse, não cuidaria de si. e esse 'balanço' nada mais é que feito para que você se parametrize melhor.
não esconda. encare. aceite. lute. mude o que achar conveniente. seja pragmática, como você é com bastante coisa já.

23 de abril de 2008 às 17:27  
Blogger Vinicius disse...

complementando, eu vejo por trás de ti sim, você sabe disso. eu não te idealizo em nada, e ainda assim, me sinto seguro pra afirmar que é você que amo. isso é saudável.
use seu aprendizado com o passado pra não cometer novamente aquilo que por ventura lhe traga arrependimento. a chance estamos tendo, e até então, estamos conseguindo.

por fim, ignore os erros de gramática, eu não revisei o que escrevi. hahaha

23 de abril de 2008 às 17:30  
Blogger dane disse...

VIVO TRABAIANU E RA TO FUDIDO
esse é o espirito

menine, nao esqueça das amigue que ficam junto com seus pais com baratas na cabeça, caso tudo de errado agahaha

:**

23 de abril de 2008 às 17:38  
Blogger Luciana disse...

"exigir do seu passado uma coisa que ele não pode fornecer é bem cômodo numa perspectiva de auto-flagelação desnecessária e irrefutável"
Essa merecia ir pro mural. Parabéns, Vinícius.

Bom, dada minha aptidão natural em escrever comentários bestas, me recuso a tentar escrever algo que preste depois do que já fue comentado.
(Mas não resisto, ok)
Eu também tenho dessas crises 'idiotinhas' de 'meu passado me condena', mas logo em seguida sou tomada pelo 'é meio óbvio, eu tinha 1x anos'. Não que o fato de eu tê-las faça delas uma coisa normal, mas, ainda assim, acho que é.
¬¬

24 de abril de 2008 às 21:41  

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